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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS. Kim Edwards

Procurei, na biblioteca do Fórum, um livro leve, para ser lido antes de dormir. Indicaram-me este.
Explico: sou leitora compulsiva. Leio diversos livros, concomitantemente. Cada momento exige um livro diferente: uns para a rede, com tempo para apreciá-lo, ou para momentos de espera necessária (estes podem ser densos e complexos); outros para momentos fugazes ou o repouso, antes do sono.

Esta obra de ficção atingiu mais de três milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos. Levado às telas do cinema, sob o título original The Memory Keeper's Daughter e protagonizado por Emily Watson, como Caroline Gil e Dermot Mulroney, na pele do Dr. David Henry, fez sucesso.
A trama é bem amarrada e a história entretém. Muitos o leem por comovente. Li porque seria uma leitura que não exigisse mais do intelecto, fosse apenas um entretenimento. O livro traz, entretanto, aspectos a...
serem refletidos.
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Maria da Glória Perez Delgado Sanches

Trata-se da história de um casal, formado por uma bela jovem e um médico, também jovem e bem sucedido. No primeiro ano de casamento, ela dá à luz um casal de filhos, gêmeos.
O marido foi obrigado a fazer o parto da esposa, compelido por violenta tempestade de neve. Impulsionado por lembranças do passado - teve uma única irmã, que morreu aos doze anos, após muito sofrimento -, rejeitou a menina, acometida pela síndrome de Down. 
Entregou-a, pois, à enfermeira, Caroline Gil, para que sua filha fosse abandonada em uma instituição para doentes mentais. Ele mente à mulher, afirmando que sua filha nascera morta. A enfermeira não conseguiu cumprir o recomendado e criou o bebê.

O melhor do livro não são as reminiscências da autora-narradora, mas o fundo não dito, não abordado. O casamento desmorona, não porque o marido mentiu e a mulher fixou-se na filha morta. Isso seria inverossímil, pois seriam tanto a mentira como a morte suportáveis. 
A herança da obra são as conclusões lógicas e psicológicas que dela se podem tirar.

No mais das vezes o ser humano procura uma desculpa para seus mal-feitos: o culpado é sempre o outro. Assim age a esposa, que encontra a solução de sua infelicidade - originada no distanciamento do marido - na filha com quem jamais conviveu. Busca na morte da filha um sentido, uma justificativa.
O Dr. David, porém, não tem essa opção. Primeiro, por seu caráter, segundo, pelas circunstâncias.  
Logo após desvencilhar-se de sua filha, o médico descobre-se com ciúmes, em um lapso: os pais deram mais atenção à irmã do que a ele. 
Crítico e consciente, vê-se frente ao seu espelho, do qual não pode fugir, assim como não pode alterar o passado, pois perderia o futuro. A mentira mantém-se viva, o persegue, porque a enfermeira envia-lhe fotos e cartas, afirmando que a menina-depois-adolescente-após-mulher está bem e é querida. Afasta-se de sua família e entrega-se a trabalhos voluntários, para afirmar a si mesmo que é uma boa pessoa.
As fotografias? São meras coadjuvantes.

Há uma curiosidade, trazida pela personagem Rosemari, em passagens que abaixo descrevo e que vale a pena ser explorada: ScherenschnitteDepois da leitura ficou a curiosidade instalada para pesquisar mais. Imagens, como surgiu, origem. 



Imagem: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcScgCWJciLVYFK7HOlHd23rsQi9SsgE1VfAodQk0_xdpcde482F1g

"Uma brisa atravessou o cômodo, balançando os recortes de papel pendurados por toda parte - no teto, nas janelas, acima da cama. David deu uma volta, examinando-os com um sentimento crescente de admiração. Eram meio parecidos com os flocos de neve que ele havia recortado na escola, porém infinitamente mais complexos e detalhados, exibindo cenas inteiras, até o último detalhe: a feira estadual, uma sala bem arrumada diante de uma lareira, um piquenique com explosões de fogos de artifício. Delicados e precisos, eles conferiam à velha casa um ar de mistério. David tocou na moldura rebuscada de uma cena que mostrava uma carroça de feno, on de as meninas usavam toucas debruadas de renda e os meninos tinham as calças arregaçadas até o joelho. Rodas-gigantes, carrosséis em rodopio, carros percorrendo auto-estradas estavam pendurados acima da cama, balançando de leve nas correntes de ar, frágeis como asas. "


Imagem: http://3.bp.blogspot.com/_a1ljuVvDpDo/Sdu2MGr1zWI/AAAAAAAACH8/mkJkNSO79qY/s400/scherenschnitte+034+AT+5-7.JPG

"Levantou-se e pegou a tesoura e uma pequena pilha de papéis na prateleira acima do fogão. Fiapos brancos voavam à medida que ela ia cortando. "
"A tesoura movia-se célere na mão dela e um músculo se contraía em sua mandíbula.(...)
- Essas coisas de papel que você faz são lindas - disse ele.
- Foi minha avó Rose quem me ensinou. O nome é Scherenschnitte. Ela cresceu na Suíça, onde eu acho que fazem isso o tempo todo.
(...)
- Você começa com uma idéia? 
- Está no papel. Eu não a invento, eu a encontro.
- Você a encontra. Certo. Entendo isso. Quando tiro fotografias, é assim. Elas já estão lá, eu só as descubro.
- Isso mesmo - disse Rosemary, virando o papel - É exatamente assim."


Imagem: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQGmY1-KMgKqTz0uP-sDGivoFwrvETYPICIw2-XevNt_eSPXI_Z

"Intricados recortes de papel, mostrando mães e filhos, crianças brincando sob árvores frondosas, delicados e cheios de movimento - fora montada contra um dundo azul -marinho, emoldurada e pendurada na parede oposta. Rosemary havia exibido essas peças numa exposição de arte, um ano antes, e, para sua surpresa, haviam começado a chegar encomendas, uma atrás da outra. À noite era com um ela se sentar à mesa da cozinha, sob uma luz forte, recortando cena após cena, todas diferentes entre si. Ela não podia prometer às pessoas o que faria; recusava-se a ficar presa a qualquer conjunto de imagens. É que a imagem já estava lá, explicava, escondida no papel e nos movimentos de suas mãos, e nunca podia ser a mesma duas vezes."


Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_xd9TCSIbfMY/SZbhyomPq9I/AAAAAAAAB_w/8mS2YRiATC8/s400/Scherenschnitt.jpg

Scherenschnitte significa "cortes de tesoura", em alemão , é a arte de Papercutting design. A tradição  foi fundada na Suíça e na Alemanha , no século 16, e foi trazida para a América no século 18 por imigrantes que se instalaram principalmente na Pensilvânia .


Imagem: http://1.bp.blogspot.com/_r94OkMLycdI/STBymSWFV5I/AAAAAAAABtY/0PGcqSj-IAA/s400/IMG_0408.JPG


Imagem: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTA0q6aBvnEkb19EFRGRgu6Ds2WimMfUhDlqgTPDfnHx9iDneBm

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Maria da Glória Perez Delgado Sanches
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ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Viva apaixonadamente. O hoje, o presente. Porque é tudo o que existe de verdade, tudo o que existe para ser vivido. O mais, é irrelevante.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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